Há três semanas que só tenho uma música na cabeça: O Concerto nº 3 para piano de Sergei Prokofieff (1891-1953). Não é pra menos. Como é bem construído e atraente desde o 1º tema na clarineta até o final pirotécnico, passando pelas belas variações do 2º movimento.
O russo conseguiu combinar o seu característico sarcasmo com lirismo, tendo direito a momentos impressionistas. Os traços que mais me chamam a atenção é a poderosa força rítmica, com momentos lembrando os rítmos de "motor" herdados de Strawinsky e , acima de tudo, o vertiginoso virtuosismo do concerto que não soa banal, sempre é colocado a serviço da música, por mais espetaculoso que seja.
É preciso um intérprete de uma tremenda musicalidade para fazer juz a essa obra prima.
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