sábado, 22 de outubro de 2011

Bicentenário Liszt

Franz Liszt (Rayding, Hungria, 22 de outubro de 1811 - Bayreuth, Alemanha, 31 de julho de 1886) foi o mais influente músico do Romantismo. Não somente o renovador da técnica pianística. Ajudou, continuando Beethoven, e juntamente com Chopin, a elevar o "status" do piano como o grande instrumento por excelência, a orquestra de uma pessoa só. Mas, reduzir Liszt apenas à sua contribuição ao piano seria muito injusto. Mesmo porque sem suas composções para esse instrumento, tal renovação não seria possível. Liszt criou o moderno recital de piano, primeiro pianista a tocar de perfil para o público e, tocar todo um programa de memória. Inovou a maneira de reger uma orquestra. E compôs brilhantemente para ela, criando um novo gênero/. o poêma sinfônico. Liszt, também, estreitou a relação entre literatura e música. Sua obra é imensa: piano, órgão, orquestra, lieder e música religiosa.
Era também um homem generoso, sobretudo com seus colegas compositores, estreando e divulgando suas obras, ajudando-os em dificuldades financeiras ou políticas (Wagner).
Depois de uma vida amorosa conturbada tomou ordens menores ingressando na vida religiosa. Faleceu vitimado por pneumonia.
No dia de hoje celebramos o seu bicentenário de nascimento.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Desafio do Além

Entre tantas coisas que tenho assitido quero falar hoje de um dos melhores filmes de horror de todos os tempos: "Desafio do Além" de Robert Wise. Inspirado no romance de Shirley Jackson, "The hauting of Hill House", esta horripilante história deu origem a outros filmes entre eles o curioso "A Casa dos Maus Espítitos" de Willian Castle, estrelado por Vioncent Price. Não dá pra fazer uma comparação de qualidade entre os dois filmes. Os dois são bons à sua maneira. Castle usa seu tradicional humor negro; o filme de Wise é bem mais sombrio e em nenhum momento pretende ser engraçado. Castle mostra imagens chocantes, provoca mais sustos. Wise faz o que mais apavora: oculta tudo nas sombras de Hill House. Ouvimos, e, como os personagens do filme não vemos os espectros que "andam sozinhos pela casa". Então sofremos, sentimos medo com eles. Julie Harris (Eleanor) está excelente no papel principal. Um destaque para Claire Bloom (Theodora) que recentemente vimos como a Rainha Mary em "O discurso do Rei" e que fez Thereza, a bailarina em "Luzes da Ribalta" de Charlie Chaplin.
O filme foi lançado recentemente em DVD  que está com boa qualidade. Apenas um senão: a legenda mostra algumas falhas e uma crucial quando não é mostrada nas palavras finais de Eleanor que é muito importante no encerramento do filme: "E nós que caminhamos aqui, caminhamos sozinhos". É claro que quem tem um inglês básico entende, mas podiam ter tido esse cuidado, né?
O disco vem com som mono original em inglês e dublagem 5.1 em Português, Francês, Espanhol e Italiano.     Pra quem gosta de uma história bem contada e de muitos arrepios é obrigatório.

Título no Brasil:  Desafio do Além / A Casa Maldita
Título Original:  The Haunting
País de Origem:  EUA / Reino Unido
Gênero:  Terror
Tempo de Duração: 116 minutos
Ano de Lançamento:  1963

Direção: Robert Wise
Elenco:
Julie Harris (Eleanor Lance)
Claire Bloom (Theodora)
Richard Johnson (Dr. John Markway)
Russ Tamblyn (Luke Sanderson)
Fay Compton (Sra. Sanderson)
Rosalie Crutchley (Sra. Dudley)
Lois Maxwell (Grace Markway)
Valentine Dyall (Sr. Dudley)
Diane Clare (Carrie Fredericks)
Ronald Adam (Elridge Harper)


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Pirotecnia Como Forma de Expressão

Há três semanas que só tenho uma música na cabeça: O Concerto nº 3 para piano de Sergei Prokofieff (1891-1953). Não é pra menos. Como é bem construído e atraente desde o 1º tema na clarineta até o final pirotécnico, passando pelas belas variações do 2º movimento.
O russo conseguiu combinar o seu característico sarcasmo com lirismo, tendo direito a momentos impressionistas. Os traços que mais me chamam a atenção é  a poderosa força rítmica, com momentos lembrando os rítmos de "motor" herdados de Strawinsky e , acima de tudo, o vertiginoso virtuosismo do concerto que não soa banal, sempre é colocado a serviço da música, por mais espetaculoso que seja.
É preciso um intérprete de uma tremenda musicalidade para fazer juz a essa obra prima.